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A LINGUAGEM MUSICAL E A SUA EVOLUÇÃO

A LINGUAGEM MUSICAL E A SUA EVOLUÇÃO

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A ORGANIZAÇÃO MUSICAL

 

A música é tudo, ou, pelo contrário,é apenas um pretexto. A música só existe em função do indivíduo o é o contrário.

Perguntar quem apareceu primeiro é tão complexo quanto propor quem nasceu primeiro o ovo ou a galinha. A música é tão profundamente enraizada na natureza humana que é provavelmente anterior à própria humanidade.

Hoje em dia ninguém mais dúvida de que o mundo é muito grande e que se estende além do nosso quintal.

Existem porém povos que, sem história escrita, tem um longo passado atrás de si, no qual viveram, lutaram, aprenderam e consequentemente fizeram música.

Não devemos considerar nossa forma de música como a única, mas como uma dentre muitas outras.

 

A LINGUAGEM MUSICAL E A SUA EVOLUÇÃO

 

A linguagem musical permite o diálogo de homem para homem, não com a ajuda de noções inteligíveis, mas diretamente pelo sentimento.

Uma alegria criadora involuntária ferve na arte, uma exaltação da alma, que leva o artista acima da monotonia cotidiana, a um mundo de beleza, de sublimidade, de alegria e de tristeza, a um mundo exempto de avidez e de egoismo, em que o coração ate o ritmo da vida.

A música como em qualquer arte, tem a necessidade de contar com a satisfação que proporciona aos que praticam. Mas o artista não está só. Sua profunda experiência psíquica desperta um eco na sensibilidade;É aí que residem a essência da arte, sua verdade autêntica. O sentimento estético, que passa por cima de todas as fronteiras e diferenças raciais, exprimem a natureza particular da música,é preciso, contudo, prevenir-se contra a crença de que esse sentimento seja o único elemento dela.

Pela melodia, harmonia e ritmo, o músico e o espectador inserem diversos outros valores humanos; estes se fundem com o sentimento estético num todo indissolúvel, muito mais eloquente do que cada elemento tomado isoladamente.

Se uma determinada composição musical antiquíssima nos parece por vezes grotesca,é precisamente por que ignoramos quase tudo das concepções que permitiriam aprender seu conteúdo espiritual e por isso só podemos fazer uma simples estimativa estética que, para os próprios compositores da música em questão, não era senão um elemento isolado num feixe de sensações.

Quanto mais baixo se está na evolução intelectual, mais a concepção estética passa para um segundo plano.

Os povos primitivos esquecem-se de si mesmo pelo canto e pela dança, a tal ponto que repetem durante horas as mesmas palavras e os mesmos sons.

Alias, a repetição psicologicamente são importantes pelo fato de que associa a ideia à recordação e à expectativa.

Entre os povos primitivos,não se pode separar a música e a dança. No de reuniões,enchem a alma primitiva dum sentimento de comunidade. Isto atinge um ponto de verdadeira embriagues durante as grandes festas, em que as alegrias e os sofrimentos de toda a comunidade são expostos em sons, palavras e movimentos.

Na vida cotidiana, o tédio embrutecedor do trabalho é destruído pelos ritmos contínuos dos movimentos, que conduzem aos cantos e as danças de trabalho.

É o ritmo que integra os sons em um trecho musical, e também os intervalos e ainda a possibilidade de transpor em diversos tons, por outro lado também muitas línguas têm já em si mesma um começo de música.

Nas línguas siamesas, chinesa e em muitas línguas africanas e do Sudão, a altura do tom tem uma significação tão decisiva para a pronúncia e a compreensão quanto o acento em alemão ou a largura do som em esquimó.

Temos todas as razões de crer que nas antigas línguas esse acento musical era ainda mais marcado e muito provavelmente deixou traços na linguagem por exemplo do tambor graças a qual diversas tribos da África e da Melanésia (Melanésia é uma região da Oceania, no extremo oeste do Oceano Pacífico e a nordeste da Austrália, que inclui os territórios das ilhas Molucas, Nova Guiné, ilhas Salomão, Vanuatu, Nova Caledónia e Fiji.) podem manter o diálogo através de imensas extensões de florestas.

Na Europa,a unidade de medida de compasso está dividida em dois ou quatro subgrupo,isto é:2+2+2+2,o mesmo acontece no Extremo Oriente,na Indonésia e nas Américas,ao passo que na Índia,Asia Ocidental,e na Africa se utilizam períodos de longuras desiguais,por exemplo:3+3+2.Os intervalos de som são raramente os mesmos que os nossos. Em muitos casos dependem da equidistância em lugar da harmonia, como ocorre entre os javaneses e os povos do Thaí (Tailândia), que dividem a oitava respectivamente em cinco ou seis intervalos equidistantes.

A impressão que estas diferentes espécies de música produzem são muito interessantes. A música melanésia por exemplo causa uma impressão suave e fluida,já a música africana é impulsiva e febril. Em contrapartida ,a música da Índia progride tranquila e patética mente;à melodia penetrante da China se opõe a musica melodicamente modulável das tribos malaias. Uma curiosa particularidade que abre profundas perspectivas foi descoberta por E.von Hornbostel que demonstrou em seu livro The Ethnology of African Soud Instruments que diz o seguinte: o pé dos sumerianos e dos antigos chineses é de 23 cm, e desempenhou grande papel na Antiguidade como medida cultural, transportando a um caniço(canudo) emite o som do fá# tornado-se assim o som fundamental da sua gama, e esta cama não é somente utilizada no Extremo Oriente e no velho Egito, mas também entre os povos primitivos da África e da Oceania.

Há povos tão primitivos na terra como algumas tribos australiana que acompanham as suas danças noturnas entrechocando um par de bumerangues ou batendo numa pele de canguru, que um homem sentado conservava estendida entre seus joelhos.

Somente num nível de cultura mais adiantado é que se encontra em seu meio um grupo com vários instrumentos diferentes tocando em conjunto.

Os instrumentos rítmicos são mais antigos que os melódicos. As matracas e os tambores são muito antigos e espalhados na maior parte da terra,mas mudam muito nos seus aspectos exteriores. É assim que o tambor basco se encontra sobretudo na parte norte dos dois hemisfério. Na Indonésia, os tambores são em forma de uma taça; na Melanésia, na Indochina e na África Oriental em forma de Clepsidra(antigo relógio da Egito),em outras regiões da África terminam habitualmente em ponta.

A transição para os instrumentos melódicos verdadeiros é constituída pelos Xilofones e Metalofones, tão correntes na Indonésia e na África.

Os instrumentos de sopro mais simples são a trombeta e a flauta. A diferença básica consiste no fato de ser o tom constituído com os lábios na trombeta, ao passo que na flauta a corrente de ar se parte sobre uma aresta aguda e se põe a vibrar.

Em alguns lugares da Europa, na costa da Guiné, no sul e leste da Ásia, na Oceania e na América Central e do Sul, existem trombetas muito simples, feitas de grandes conchas.

Na África, encontramos buzinas gigantescas, feitas de presas de elefantes, nas quais a embocadura é lateral e não terminal por causa do material usado na sua confecção.

É possível que o relativamente pequenos números de trombetas da América do Sul, com embocadura lateral, provenha da influência dos escravos negros evadidos. As flautas são muito antigas,já conhecidas na Europa no fim dos tempos glaciários. Existem inúmeros tipos que segundo alguns musicólogos havia mais tipos nas Américas do que na Europa. Existem por exemplo em que se sopra pelo nariz,mas não constituem um tipo particular. É o caso, pelo contrário, da flauta de Pã, a sírinx grega, que se encontra fora da Europa em algumas regiões da África, da Ásia, da Oceania e da América do Sul, e o que é muito curioso é que tanto na Oceania quanto na América do Sul temos flautas exatamente iguais ou seja: com o mesmo sistema de funcionamento e a mesma tonalidade.

Muitas vezes a flauta é confundida com o clarinete cujo o som é constituído pela vibração de uma palheta especial. Na África, fora do Mediterrâneo, o clarinete parece ter-se difundido, apos a introdução do Islame.

O órgão de tubos, próprio da Ásia Oriental,é propriamente falando, uma reunião de clarinetes; constitui a parelha com a flauta de Pã.

Um instrumento extremamente simples se encontra na Indonésia sob a forma de um canudo de bambu, cuja superfície são destacadas algumas tiras como cordas.

Outra direção conduz à lira e a harpa, que provem provavelmente da Ásia O Ocidental e só apareceu no Egito na época do Novo Império, donde se difundiu para a Etiópia e Uganda.

Os instrumentos de corda e arco são ainda mais limitados na sua repartição e se reduzem aos países civilizados do Antigo Mundo e das regiões que eles influenciam.

O abismo dos povos primitivos acha-se em estreita relação com sua musica,donde se destacou pouco a pouco. Os poemas se compõe de versos repetidos que só serve para apoiar a melodia. Evidentemente é quase impossível apreciar o lirismo primitivo. Supõe concepções, que ultrapassam de muito a simples compreensão linguística.

Podemos muito bem experimentar o sentimento que os esquimós,quando o grandioso aspecto de solidão com seus caribus pastando e suas montanhas azuladas se estendem ao longe. Por outro lado se quisermos com prender sua satisfação e seu louvor pelo prato de carne de foca e pela sopa de sangue cosido, teremos necessidade, de visualizar todo o frio e de toda a miséria dos países polares, de toda aquela vida cheia de perigos bem a porta do Polo Norte.

Resumindo, chegamos ao conceito de que povos de todas as épocas tiveram com a música o desejo de comunicação com a tendência de tornar inteligivelmente aquilo que acumula o sentimento.